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Eu venci a depressão

Eu venci a depressão

Casamentos

Avatar do autor IsabelAmaro, 01.12.25

DESTRUIDORES DE CASAMENTOS

 

1. A preguiça destrói casamentos.

2. A desconfiança destrói casamentos.

3. A falta de confiança destrói casamentos.

4. A falta de respeito mútuo destrói casamentos.

5. A falta de perdão, a amargura, o ódio, a malícia e a raiva destroem casamentos. 6. Discussões desnecessárias destroem casamentos.

7. Guardar segredos do cônjuge destrói casamentos.

8. A infidelidade (financeira, emocional, psicológica, material, etc.) destrói casamentos.

9. A má comunicação destrói casamentos.

10. Mentiras destroem casamentos facilmente; seja honesto com seu cônjuge em todos os aspectos.

11. Priorizar os pais/família em detrimento do cônjuge destrói casamentos.

12. A falta de intimidade ou intimidade desagradável destrói casamentos.

13. Reclamações destroem casamentos.

14. Conversas demais e conversas descuidadas destroem o casamento.

15. Passar pouco tempo com o cônjuge destroem o casamento.

16. Ser independente demais destroi o casamento.

17. O amor por festas, dinheiro, compras impulsivas e indisciplina financeira destroem o casamento.

18. Expor as deficiências do cônjuge aos pais ou irmãos destroi o casamento.

19. Negligenciar práticas espirituais e não orar juntos destroi não apenas o casamento, mas também a vida.

20. Recusar-se a receber correção e repreensão destroi o casamento.

21. Estar sempre com o rosto triste e de mau humor destroi o casamento.

22. A defesa extrema do feminismo destroi o casamento.

23. O machismo descontrolado destroi o casamento.

24. O temperamento descontrolado e a raiva destroem o casamento.

25. Não compreender seu papel e responsabilidade no casamento instituído por Deus destroi o casamento.

25. 26. Ignorar as necessidades espirituais, emocionais e físicas do seu cônjuge destrói o casamento.

27. Ameaçar a segurança do cônjuge terá efeitos prejudiciais ao casamento.

28. A falta de conhecimento e obediência à Palavra de Deus destrói o casamento. O crédito vai para o respe

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ctivo dono...............

❤️

Cancro da próstata x infecção urinária

Avatar do autor IsabelAmaro, 30.11.25

Cancro na próstata 

""O cancro da próstata é uma doença maligna que afeta a glândula prostática, sendo frequentemente assintomática nos estágios iniciais. O diagnóstico precoce é crucial e pode ser feito através de exames como o toque retal e o teste sanguíneo do PSA (Antígeno Específico da Próstata). Sintomas como dificuldades urinárias, sangue na urina ou sémen e dor pélvica ou óssea podem indicar doença avançada. Os tratamentos incluem vigilância ativa, cirurgia, radioterapia, terapia hormonal e outras terapias mais recentes.  

O que é?

É um tumor maligno que se desenvolve na próstata, uma glândula masculina que envolve a uretra, localizada abaixo da bexiga. 

É o segundo cancro mais frequente e a segunda causa de morte por cancro entre os homens a nível mundial, e o mais frequente em Portugal. 

É uma doença que pode ter uma evolução lenta e silenciosa, com os sintomas a aparecerem geralmente apenas quando a doença já está mais avançada. 

Sintomas de alerta (podem indicar doença avançada) 

Dificuldade em iniciar ou parar o fluxo de urina.

Necessidade frequente de urinar, especialmente à noite.

Fluxo urinário fraco ou interrompido.

Sangue na urina ou no sémen.

Dificuldade em ter uma ereção.

Dor frequente na parte inferior das costas, ancas, zona pélvica ou coxas. 

Diagnóstico:

Toque retal: Permite ao médico palpar a próstata para detetar anomalias, como nódulos. 

Análise sanguínea (PSA): Mede o nível do Antígeno Específico da Próstata no sangue, que pode estar elevado em casos de cancro ou outras condições da próstata. 

Outros exames: Se houver suspeita, podem ser solicitados exames como ecografia trans-rectal, cistoscopia e, crucialmente, uma biópsia, que é o único método seguro de diagnóstico. 

Tratamento:

Vigilância ativa: Monitorização da doença em casos de crescimento lento, sem intervenção imediata.

Cirurgia: Remoção da glândula prostática.

Radioterapia: Uso de raios de alta energia para destruir as células cancerígenas.

Terapia hormonal: Medicamentos para retardar o crescimento do cancro.

Outros tratamentos: Como crioterapia para cancro avançado. 

Quando procurar um médico?

Homens a partir dos 50 anos devem consultar um médico (preferencialmente urologista) regularmente.

Homens com histórico familiar de cancro da próstata (pai ou irmão) devem procurar aconselhamento médico a partir dos 45 anos. ""

Infeção urinária

O que é uma infeção urinária?

A infeção urinária corresponde à presença de bactérias em qualquer parte do sistema urinário (rins, ureteres e bexiga). Consoante a localização, a infeção recebe nomes diferentes. No caso do rim designa-se de pielonefrite, da bexiga cistite e da uretra denomina-se de uretrite.

 

São uma das infeções mais comuns. De um modo geral, os microrganismos alcançam o sistema urinário a partir do exterior, pela uretra ou, mais raramente, a partir do sangue e instalando-se a nível dos rins. As bactérias que alcançam as vias urinárias, por norma, são rapidamente removidas antes de causarem infeção pela própria eliminação de urina e pelas defesas do organismo. Quando tal não acontece, os sintomas de infeção tornam-se evidentes.

 

São mais comuns nas mulheres, dada a maior proximidade da uretra feminina com o ânus e com a vagina e dado o facto de ser uma uretra muito mais curta do que a masculina, o que permite que os microrganismos alcancem mais facilmente a bexiga

 

As crianças, nomeadamente as do sexo masculino até um ano de idade, também apresentam uma elevada prevalência de infeção a nível renal, devido à presença de refluxo vesico uretral.

 

Sintomas de infeção urinária:

Os principais sintomas que a infeção urinária provoca são:

 

Ardor ou dor ao urinar

Ocorrência de micções frequentes e em pequena quantidade

Vontade urgente e frequente de urinar

Urina com cheiro fétido

Alterações na sua cor

Dificuldade em iniciar a micção

Eliminação de sangue na urina

Dor na parte inferior do abdómen

Febre

Calafrios

Dor lombar

Náuseas

Vómitos

A maioria não apresenta gravidade significativa. Excetuam-se as que envolvem os rins e que requerem cuidados especiais. A lesão do rim na sequência de uma infeção urinária pode causar cicatrizes renais, hipertensão arterial ou mesmo insuficiência renal.

 

Causas de infeção urinária:

As causas mais comuns de infeção urinária são:

 

Gravidez

Diabetes

Obstrução urinária

Hábitos de higiene inadequados

Inserção de objetos estranhos

Período menstrual

Doenças neurológicas

Doenças sexualmente transmissíveis

A presença de anomalias no aparelho urinário também tende a aumentar o seu risco. O mesmo se passa com os doentes institucionalizados ou submetidos a algaliação.

 

Os microrganismos responsáveis variam em função do local onde a infeção é adquirida. Quando ela ocorre num doente não hospitalizado, o agente mais comum é a Escherichia coli (cerca de 80% dos casos) e alguns estafilococos. Em doentes hospitalizados ou institucionalizados, estas bactérias também podem ser as responsáveis, mas surgem outras mais agressivas e, por isso, de tratamento mais complexo. Nestes pacientes surgem também infeções urinárias causadas por fungos.

 

Diagnóstico de infeção urinária:

Muitas vezes, perante um primeiro episódio de infeção urinária numa mulher, o tratamento é logo instituído sem recurso a um diagnóstico laboratorial.

 

Em casos de infeções de repetição, nas crianças ou em doentes hospitalizados, é importante avaliar qual o microrganismo responsável e procurar identificar quais as situações que podem estar na base da infeção.

 

Assim, para além da avaliação médica, o diagnóstico laboratorial é importante ao permitir avaliar a amostra, a sua composição física e química, a presença de microrganismos e, no caso de estes estarem presentes, qual a sua suscetibilidade a diferentes antibióticos. Este aspeto é relevante para se poder selecionar o antibiótico mais adequado a cada caso.

 

Para que este diagnóstico seja eficaz, é essencial que a colheita de urina seja realizada de acordo com regras muito rigorosas, que são diferentes no homem, na mulher, na criança e em doentes algaliados.

 

No caso de infeções urinárias de repetição, podem ser necessárias avaliações mais aprofundadas com recurso ao estudo por ecografia, tomografia ou ressonância magnética, entre outras técnicas de diagnóstico.

 

Tratamento de infeção urinária:

Para além do tratamento com o antibiótico mais adequado, é importante ter alguns cuidados extra:

 

Aumentar a ingestão de líquidos

Ter cuidados gerais de higiene íntima

Corrigir eventuais alterações anatómicas que possam ser responsáveis pelas infeções

Não retardar o ato de urinar (essa resistência aumenta o risco de infeção porque permite que a urina permaneça mais tempo no interior da bexiga)

O tratamento da infeção urinária através de antibióticos deve ser somente iniciado após a identificação da bactéria pelo laboratório. Contudo, na prática clínica diária, o procedimento é diferente e, quase sempre, o doente inicia a terapêutica com um antibiótico mesmo sem saber o resultado das análises. As mais frequentemente utilizadas são as fluoroquinolonas.

 

No caso de infeção urinária durante a gravidez, a seleção do antibiótico tem de ser devidamente ponderada, uma vez que alguns estão contraindicados na gestação.

 

No homem associam-se frequentemente a cálculos renais ou a um aumento de volume da próstata, o que significa que tanto a investigação como o tratamento devem ser orientados de um modo diferente.

 

Prevenção de infeção urinária:

Existem várias medidas que podem reduzir o risco das infeções urinárias:

 

Beber muita água e urinar com frequência

Evitar líquidos como álcool e cafeína que podem irritar a bexiga

Urinar logo após as relações sexuais

Limpar-se da frente para trás após urinar e evacuar para evitar a contaminação a partir do reto

Manter a área genital limpa

Preferir duches a banhos

Evitar usar óleos

Pensos higiénicos ou copos menstruais são preferíveis a tampões

Evitar usar diafragma ou espermicida como métodos anticoncetivos

Evitar usar produtos perfumados na área genital

Usar roupas íntimas de algodão e vestuário largo para manter a área ao redor da uretra seca

Natureza/Humano

Avatar do autor IsabelAmaro, 28.11.25

"""Tronco de Árvore

O corte transversal de um tronco de árvore (a seção transversal ou tora) revela os anéis de crescimento ou anéis anuais.

 

Registro do Tempo: Cada anel geralmente representa um ano de crescimento da árvore. Os anéis mais largos indicam anos de crescimento rápido (bom clima e abundância de água), e os mais estreitos indicam anos de crescimento mais lento (seca, frio ou doenças). Eles funcionam como um registro cronológico da vida da árvore.

 

Natureza e Ciclos: O tronco simboliza a natureza, a vida orgânica, a longevidade e os ciclos naturais de crescimento e renovação.

 

Estrutura: O padrão circular e concêntrico dos anéis representa uma estrutura organizada e a passagem inexorável do tempo.

 

✋ A Impressão Digital Humana

A impressão digital é o padrão único de cristas e sulcos na ponta dos nossos dedos.

 

Identidade e Singularidade: É a representação máxima da identidade individual e da singularidade. Nenhuma impressão digital é igual a outra, nem mesmo em gêmeos idênticos.

 

Marca Pessoal: Simboliza a presença humana, a marca que deixamos no mundo, ou o nosso legado.

 

🔗 A Combinação e o Significado

Quando a impressão digital é sobreposta aos anéis da árvore, a obra sugere uma profunda interligação de significados:

 

Conexão Humano-Natureza: Visualmente, os padrões dos anéis da árvore e os padrões da impressão digital (laços, redemoinhos e arcos) são estruturalmente semelhantes. Isso sublinha a ideia de que o ser humano, apesar de sua individualidade, faz parte dos padrões maiores e orgânicos da natureza. Sugere que somos intrinsecamente ligados ao mundo natural.

 

Identidade e Tempo: A impressão digital (a identidade única) é colocada sobre o registro do tempo da árvore. Isso pode ser interpretado como a marca individual deixada no fluxo do tempo ou a passagem da vida humana em contraste com a longevidade da natureza.

 

Sustentabilidade/Impacto: Também pode ser uma reflexão sobre a responsabilidade humana sobre o meio ambiente. A nossa "marca" (a impressão digital) está diretamente sobre e afetando a vida da árvore (os anéis de crescimento).

 

Em essência, a imagem funde o tempo e o ciclo da natureza (os anéis) com a singularidade e o impacto da vida humana (a impressão digital).

 

Gostaria de explorar o significado dessa imagem em um contexto específico, como arte, ecologia ou filosofia?"""2bb4f2e40b5fb9435d122e8d9e43955b.jpg

Tartaruga

Avatar do autor IsabelAmaro, 25.11.25

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A imagem de tartarugas com cascos pintados circula com frequência nas redes sociais como algo “criativo” ou “fofo”, mas especialistas lembram que esse gesto esconde sofrimento real. Tartarugas não gritam, não choram e raramente demonstram dor de forma evidente, o que faz muitas pessoas ignorarem o impacto de ações humanas aparentemente simples. Ao ter o casco coberto por tinta, a tartaruga perde a capacidade natural de regular o próprio corpo, sofre com o calor acumulado, fica exposta a infecções e pode enfrentar uma trajetória longa de debilitação. Para profissionais de resgate, a prática é símbolo de desinformação e reforça a importância da educação ambiental para crianças e adultos. Ensinar respeito aos animais começa em pequenos gestos, e compreender que criatividade nunca pode se sobrepor ao bem-estar de uma vida é parte essencial da convivência responsável com a natureza.

Esperança

Avatar do autor IsabelAmaro, 24.11.25

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"""Havia uma jovem que, por causa de uma doença rara e dura, passou muitos meses deitada, sem forças para se levantar.

Todos os dias, ela observava a árvore que se erguia diante da sua janela, como se cada folha fosse um pequeno sinal do seu destino.

Um dia, perguntou baixinho à irmã mais velha:

— Consegues ver quantas folhas ainda estão nos ramos?

A irmã, com lágrimas contidas, respondeu com carinho:

— Porque perguntas isso, minha querida?

A rapariga murmurou:

— Sinto que, quando a última folha cair… o meu tempo também chegará ao fim.

A irmã apertou-lhe a mão e sorriu com ternura:

— Então, enquanto houver ao menos uma folha, cada dia será um presente. E vamos vivê-lo juntas.

 

O vento de outono arrancava folha após folha…

Mas uma — apenas uma — permanecia firme, presa a um pequeno ramo.

A jovem olhava para ela todos os dias, convicta de que a sua vida estava ligada àquele único pedaço de verde.

 

O outono passou, veio o inverno, depois a primavera e até o verão…

E aquela folha continuava ali, imóvel, como uma sentinela silenciosa.

Pouco a pouco, a saúde da rapariga começou a regressar. Voltou-lhe o sorriso, voltou-lhe a cor ao rosto.

 

Quando finalmente recuperou por completo, correu lá para fora para ver com os seus próprios olhos aquele “milagre”.

E então descobriu a verdade:

a folha não era verdadeira.

A irmã tinha recortado um pedaço de plástico, pintado à mão com cuidado e atado ao ramo — apenas para lhe dar aquilo que ela não podia perder: a Esperança.

 

Um gesto silencioso, mas gigantesco, feito para que ela não desistisse da vida.

Porque a Esperança tem alma própria.

E mesmo que a tua desapareça por um momento — nunca a retires de quem ainda precisa dela. 🍂

"""

O. Henry — “A Última Folha”

 

Tarde/ignorância

Avatar do autor IsabelAmaro, 19.11.25

"""

"MÃE, EU TÔ OCUPADA AGORA. A GENTE FALA DEPOIS, TÁ?"

 

Depois nunca chegou.

 

Todo dia, 14h30.

O celular de Marcela tocava.

Sempre no mesmo horário. Sempre o mesmo nome na tela: Mãe ❤️

Marcela sabia. Sem nem atender, ela já sabia o que a mãe ia dizer.

"Oi, filha. Como você está? Comeu direitinho? Tá bebendo água?"

Sempre as mesmas perguntas. Sempre aquela voz mansa, carregada de cuidado.

E Marcela? Sempre a mesma resposta:

"Mãe, eu tô no meio de uma reunião. A gente fala depois, tá?"

 

Mas "depois" nunca chegava.

Porque depois vinha outra reunião. Depois vinha o trânsito. Depois vinha o jantar corrido. Depois vinha o cansaço.

E quando Marcela finalmente lembrava de ligar de volta, já era tarde demais.

Tarde demais do dia. Tarde demais pra incomodar.

"Amanhã eu ligo", ela pensava.

E amanhã a mãe ligava de novo.

14h30. Pontualmente.

Como um relógio que nunca atrasa.

 

Isso durou 3 anos.

3 anos de ligações diárias que Marcela atendia correndo, sempre com pressa, sempre com a mesma desculpa:

"Mãe, depois eu te ligo."

Até que um dia...

14h30.

O celular não tocou.

 

Marcela nem percebeu de imediato.

Estava imersa em planilhas, e-mails, prazos.

Mas às 15h, algo estranho bateu.

Silêncio.

Ela olhou pro celular. Nenhuma chamada perdida.

"Estranho. Mãe sempre liga..."

Mas a vida estava corrida demais pra parar e pensar.

 

15h30. Nada.

16h. Nada.

17h. Marcela começou a ficar inquieta.

Pegou o celular. Ligou.

Chamou. Uma vez. Duas. Três.

Ninguém atendeu.

O coração dela apertou.

Ligou de novo.

Chamou, chamou, chamou...

E então alguém atendeu.

 

Mas não era a voz da mãe.

Era Dona Cida, a vizinha.

"Alô? Quem fala?"

"Sou eu, Marcela. Cadê minha mãe?"

Silêncio do outro lado.

Um silêncio pesado. Daqueles que antecipam tragédia.

"Filha... sua mãe teve um AVC hoje de manhã. Tá no hospital. Santa Casa. Corre."

 

O mundo de Marcela desabou.

Ela largou tudo. Pegou o carro. Dirigiu chorando.

Trânsito. Semáforo. Buzina.

Tudo parecia conspirar pra ela não chegar.

"Por favor, Deus. Por favor. Deixa ela estar bem."

 

Chegou no hospital correndo.

Cabelo bagunçado. Olhos vermelhos. Mãos tremendo.

"Mãe! Onde tá minha mãe?!"

Enfermeira apontou: "Leito 12. UTI."

Marcela entrou.

E viu.

 

Dona Irene. 68 anos. Sempre tão forte. Sempre tão presente.

Agora deitada numa cama de hospital.

Pálida. Frágil. Cercada de fios e aparelhos.

Os olhos abertos. Mas vazios de palavras.

 

O médico se aproximou.

"Você é a filha?"

"Sou. O que aconteceu?"

"AVC isquêmico. Lado esquerdo do cérebro comprometido. Ela perdeu a fala."

Marcela sentiu as pernas fraquejarem.

"Mas ela... ela tá consciente?"

"Está. Ela ouve. Ela entende. Mas não consegue falar."

 

Marcela se aproximou da cama.

Segurou a mão da mãe.

Aquela mão que a embalou quando era bebê.

Que fez comida todos os dias.

Que segurou a dela na escola.

Que nunca soltou. Nunca.

 

"Mãe..."

Dona Irene virou o rosto devagar. Olhou pra filha.

E uma lágrima escorreu.

Marcela desabou.

"Me perdoa, mãe. Me perdoa por nunca ter atendido suas ligações. Me perdoa por sempre ter pressa. Me perdoa por não ter tempo pra você."

Dona Irene não disse nada.

Porque não podia.

Mas apertou a mão da filha.

Uma vez.

Duas vezes.

Três vezes.

 

Marcela congelou.

Porque aquele era o código delas.

Desde que Marcela era criança.

Três apertos na mão = "Eu te amo."

 

Marcela chorou mais ainda.

Porque aquela mãe, que tinha acabado de perder a fala, ainda encontrou uma maneira de dizer:

"Eu te amo."

Mesmo depois de anos sendo ignorada.

Mesmo depois de mil ligações não retornadas.

Mesmo depois de tanta indiferença.

Ela ainda amava.

Incondicionalmente.

 

Marcela ficou no hospital.

Dormiu na cadeira ao lado da mãe.

Segurou a mão dela a noite inteira.

Conversou. Mesmo sabendo que a mãe não podia responder.

"Mãe, eu vou mudar. Eu prometo. Quando você sair daqui, eu vou almoçar com você todo domingo. Vou te levar no parque. Vou ouvir suas histórias. Todas. Mesmo as repetidas."

Dona Irene olhava. E apertava a mão.

Três vezes.

Sempre três vezes.

 

Dois dias depois, numa madrugada silenciosa, Dona Irene fechou os olhos.

E não abriu mais.

 

O mundo de Marcela desmoronou.

Ela gritou. Chamou a enfermeira. Implorou.

Mas não tinha mais nada a fazer.

Dona Irene tinha partido.

Em silêncio. Como viveu seus últimos anos.

Esperando ser ouvida.

 

No velório, Marcela estava destruída.

Olhava pro caixão e não acreditava.

"Eu ia mudar, mãe. Eu ia te dar atenção. Por que você não esperou?"

Mas a vida não espera promessas.

A vida cobra presença.

 

Enquanto arrumava as coisas da mãe, Marcela encontrou o celular dela.

Um aparelho simples. Antigo. Cheio de arranhões.

Desbloqueou.

E foi direto nas mensagens.

 

Lá estava.

A última mensagem.

Escrita. Mas não enviada.

Salva como rascunho.

Destinatário: Marcela ❤️

 

Marcela abriu.

E leu:

 

"Filha,

Eu sei que você é ocupada. Eu sei que sua vida é corrida. Eu entendo.

Mas eu ligo todo dia não porque eu preciso de algo.

Eu só queria ouvir sua voz.

Só queria saber que você tá bem.

Só queria sentir que eu ainda importo um pouquinho na sua vida.

Eu te amo mais que tudo. E sempre vou te amar.

Mesmo quando você não tiver tempo pra mim.

Mãe."

 

Marcela leu. Releu. E releu de novo.

E caiu de joelhos no chão.

Chorando.

Gritando.

Porque finalmente entendeu.

 

Sua mãe não queria dinheiro.

Não queria presentes.

Não queria viagens.

Ela só queria ouvir a voz da filha.

Só queria 5 minutos de atenção.

Só queria sentir que ainda era importante.

E Marcela nunca deu isso a ela.

 

Hoje, 4 anos depois, Marcela ainda carrega o celular da mãe.

Não usa. Não apaga.

Guarda como lembrança.

E todo dia, 14h30, ela para o que está fazendo.

Senta. Respira fundo.

E chora.

Porque naquele horário, o celular dela não toca mais.

 

Ela daria tudo — TUDO — pra ouvir aquela voz de novo.

"Oi, filha. Como você está? Comeu direitinho?"

Mas a chance acabou.

O tempo acabou.

E tudo que restou foi arrependimento.

 

Ela não queria nada. Só queria ouvir minha voz. E eu nunca tive tempo.

 

Se sua mãe ainda está viva, larga o celular agora e liga pra ela.

Não importa se você falou ontem.

Não importa se "não tem assunto".

Liga.

Porque um dia o telefone vai parar de tocar.

E você vai dar tudo pra ouvir aquela voz mais uma vez.

Mas vai ser tarde demais.

 

Não deixe pra depois. Porque "depois" pode nunca chegar. 💔📞 """

Marta & Maria

Avatar do autor IsabelAmaro, 18.11.25

"""Marta e Maria: estudo bíblico sobre a prioridade da vida cristã

Samuel Gonçalves Revisão por Samuel Gonçalves Pastor batista

A história de Marta e Maria nos ensina sobre a importância das prioridades certas na vida. Estar na presença de Deus, buscando conhecer a sua Palavra, evitando as distrações mundanas, numa vida equilibrada de amor e fé é fundamental.

 

Esse episódio bíblico encoraja a cada cristão a escolher o melhor caminho na vida, de modo a agradar e ser aprovado por Cristo.

 

Marta e Maria eram duas irmãs que viviam em Betânia. Quando Jesus visitou aquela aldeia, ficou hospedado na casa de Marta. Esta, recebeu a Jesus e os seus discípulos com amor e servia a todos com muita dedicação, como aquela ocasião especial requeria. Mas, a sua irmã Maria decidiu ficar ouvindo as palavras de Jesus, sentada aos seus pés, dedicando tempo e atenção a Ele.

 

Marta desaprovou essa atitude de Maria e, contrariada, questionou a Jesus se Ele não se importava que ela ficasse sozinha nos serviços, sem a ajuda da irmã. Marta pediu a Ele que pedisse a Maria para ajudá-la.

 

Com amor, Jesus repreendeu Marta, mostrando-lhe que ansiedade e inquietação das suas tarefas não era mais importante que ouvir a Palavra de Deus. Maria escolheu a boa parte e ninguém poderia lhe tirar isso.

 

O episódio de Marta e Maria está registrado Evangelho de Lucas 10:38-42:

 

Caminhando Jesus e os seus discípulos, chegaram a um povoado, onde certa mulher chamada Marta o recebeu em sua casa.

Maria, sua irmã, ficou sentada aos pés do Senhor, ouvindo-lhe a palavra.

Marta, porém, estava ocupada com muito serviço. E, aproximando-se dele, perguntou: "Senhor, não te importas que minha irmã tenha me deixado sozinha com o serviço? Dize-lhe que me ajude! "

Respondeu o Senhor: "Marta! Marta! Você está preocupada e inquieta com muitas coisas;

todavia apenas uma é necessária. Maria escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada".

- Lucas 10:38-42

 

Essas duas irmãs eram também irmãs de Lázaro, aquele que foi ressuscitado por Jesus. Esses três irmãos eram amigos do Senhor Jesus (João 11:5). Nos Evangelhos encontramos muitas ocasiões em que estiveram juntos com Jesus, mas neste episódio específico podemos aprender muitas lições.

 

O que aprendemos com a história de Marta e Maria

1. Marta nos ensinou que as tarefas da vida diária não devem tirar o nosso foco

Marta exemplifica bem a maioria das pessoas na atualidade: vivendo um estilo de vida hiperativo e caótico. Infelizmente, temos nos habituado a viver cheios de programações, agendas lotadas de compromissos e muitos afazeres diários e, simultaneamente, também nos perdemos em muitas distrações. """

https://www.bibliaon.com/marta_e_maria_estudo_biblico/